Stephenie Meyer (nascida com o sobrenome Morgan, em 24 de dezembro de 1973) é uma autora estadunidense, conhecida pelos Best-sellers da série Twilight (Crepúsculo), que gira em torno da relação entre a jovem Bella Swan e um vampiro Edward Cullen.(continua…)
Escritores: André Vianco
•26/11/2009 • Deixe um comentárioAndré Vianco é hoje o escritor brasileiro que mais conquista leitores de fantasia e terror.
Seus livros, com tiragens iniciais na casa dos 15.000 exemplares são lidos de norte a sul do país, começando a pipocar também fora do Brasil.
Os leitores não têm idade. O escritor costuma receber gente dos 11 aos 50 anos em suas concorridas noites de autógrafos, em lançamentos das obras. (continua…)
Escritores: Anne Rice
•15/11/2009 • Deixe um comentárioAnne Rice (Nova Orleans, Louisiana, 4 de Outubro de 1941) é uma escritora estadunidense, autora de séries de terror e fantasia.
Filha de Howard Allen O’Brien, ela mesma escolheu ‘Anne’ como primeiro nome, ao entrar na escola. Em 1956 perdeu a mãe, Katherine, e dois anos depois, com o pai casado novamente, a família mudou-se para a cidade de Richardson, no Texas, onde Anne conheceu seu futuro marido, o poeta e pintor Stan Rice.(continua…)
Vampiros nos quadrinhos – parte final
•14/11/2009 • Deixe um comentário
Como vimos no último capítulo, no ano de 1986, os vampiros já ensaiavam arreganhar os caninos e a sorrir mais uma vez. Era o prenúncio de que, entre o fim da década de oitenta e o início dos anos noventa, o gênero viveria um novo surto de popularidade. Era época de mudanças fundamentais no panorama da indústria das HQs nos Estados Unidos. O ressuscitado interesse do público por quadrinhos onde destacavam-se os mortos-vivos motivou uma infinidade de editoras independentes a publicar títulos sobre o tema.
A exemplo das já mencionadas editoras WarP e Apple, a Eternity Comics – um selo da Malibu Graphics – brindou o ano de 1989 com duas mini-séries: Dracula e Scarlet In Gaslight. Nesta última, o príncipe dos desmortos teve um inusitado encontro com Sherlock Holmes. No ano seguinte, a Innovation trouxe uma adaptação em doze edições de The Vampire Lestat, baseada no romance homônimo de Anne Rice. Em 1991, a Eternity lançou Ghost of Dracula, continuação de Scarlet in Gaslight. Harry Houdini substituiu Holmes como parceiro do príncipe da noite.
Em 1990, surgiram ao todo dez HQs ou mini-séries com um morto-vivo como protagonista ou figura de destaque; em 1991, foram mais treze, totalizando 23 títulos dedicados ao tema. No ano seguinte, já se somavam 34, número que se estabilizou por mais alguns anos até começar a decrescer devido à crise que se abateu sobre a indústria em meados da década passada.
O RETORNO À MARVEL
Em 1989, os vampiros voltaram a bater ponto no Universo Marvel. O primeiro foi Morbius e depois o Barão Sangue. Desta vez, no entanto, o hemoglobínico nazista deu as caras na pele de Victor Strange, irmão do Dr. Estranho. Quando seu mano sucumbiu, o mago supremo fez de tudo para trazê-lo de volta à vida. Um de seus encantos deu certo, mas ressuscitou Victor como um vampiro. Quando o aparelho criogênico que o mantinha sob controle foi desligado, o reencarnado voltou à ativa, adotando o traje e a alcunha do Barão Sangue. Como bom vampiro descolado, foi morar em Greenwich Village – o mesmo bairro de Nova Iorque escolhido por Morbius – e passou a sorver sangue de almas criminosas. Personagem de ínfima magnitude, o novo Barão Sangue cometeu suicídio em 1993. Não deixou saudade, embora, se a Marvel seguir sua tradição de ressuscitar os mortos, ele logo deve retornar.
SANGUE NA BATCAVERNA E NO CINEMA
Enquanto a Marvel preparava o cenário para a volta definitiva dos vampiros ao seu Universo, a DC não deixou por menos. Em 1991, Red Rain – Chuva Rubra, no Brasil, lançada pela Abril – mostrava uma história do selo Elseworlds – Túnel do Tempo – em que Batman desafiava o Conde Drácula. Ao fim da mini-série, o Homem-Morcego viu-se transformado em vampiro. A seqüência desta aventura, Tempestade de sangue, foi lançada nos Estados Unidos em 1994 e chegou ao Brasil em 2001, publicada pela Mythos Editora. Nela, o ressuscitado Cavaleiro das Trevas enfrenta um duplo tormento: Encontrar uma alternativa que supre sua sede de sangue sem que tenha que quebrar seu juramento de jamais tirar uma vida humana e enfrentar um exército de mortos-vivos liderado pelo Coringa. A saga do Batman vampiro se fecha em Crimsom Mist, já prometida para ter seu lançamento tupiniquim em breve pela Mythos Editora.
No embalo de The Vampire Lestat, a Innovation ainda adaptaria para os quadrinhos outros dois romances de Anne Rice, Interview with a Vampire – o mais famoso livro da escritora, graças à versão cinematográfica com Tom Cruise e Brad Pitt – e Queen of the Damned, este último com desenhos do brasileiro Octavio Cariello.
PROFUSÃO DE TÍTULOS
Aproveitando a onda, vieram: Big Bad Blood of Dracula e Death Dreams of Dracula da Apple; Blood Junkies on Capitol Hill, da Eternity; Carmilla, uma adaptação adulta do conto de Sheridan Le Fanu, pela Aircel (Nota: Carmilla foi um dos primeiros romances vampíricos da história, publicado na Inglaterra em 1872 e serviu com uma das inspirações para o Drácula de Bram Stoker); Dracula, The Impaler, da Comax; Dracula’s Daughter, da Eros; I Am a Legend, adaptação do romance homônimo de Richard Matherson, pela Eclipse; Night’s Children, da Fanta Co. e Nosferatu, da Tome. Em 1991, a Harris adquiriu os direitos e passou a publicar Vampirella.
O ano de 1992 presenteou os vampiros com uma nova expansão de seus títulos. A Innovation, que liderava esse nicho de mercado, solidificou-se publicando uma adaptação da série televisiva The Dark Shadows. A Topps Comics entrou na briga com Bram Stoker’s Dracula, adaptação do filme de Francis Ford Coppola. Além delas, ainda surgiram, no mercado das independentes, Blood in the Harvest, da Eclipse; Children of the Night, da Night Wynd Enterprises; Christian Dark, da Darque Studios; Dracula In Hell, da Apple; Dracula, The Suicide Club, pela Adventure, Little Dracula da Harvey e Vampire’s Kiss, da Friendly.
OS FILHOS DA MEIA-NOITE
Neste mesmo ano, a Marvel traria de volta todos os seus vampiros no universo Midnight Sons, um selo que abrangia, dentre outros, títulos como Blade, Vampire-Hunter, Morbius, Living Vampire e The Nightstalkers.
O arco principal dessa nova linha, que teve ainda incorporado a si velhos heróis como o Motoqueiro Fantasma (Danny Ketch), Johnny Blaze e Darkhold, começou em uma saga de seis partes dividida entre os seguintes títulos: Ghost Rider 28, Spirits of Vengance 1, Morbius 1, Darkhold 1, Nightstalkers 1 e Ghost Rider 31. Os protagonistas destes gibis formavam “Os Nove”, cuja missão era garantir que o mundo sobrenatural maligno não subjugasse o nosso. Logo em sua primeira missão, foram obrigados a se confrontar com Lilith, Rainha do Mal e Mãe dos Demônios. Tratava-se de uma entidade semita e não a filha de Drácula que havia estreado em Giant-Size Chillers de 1974 e feito pontas em The Tomb Of Dracula.
Ao fim da primeira saga, tornou-se evidente a tensão entre os dois vampiros, Morbius e Hannibal King, e os outros membros dos Nove. Assim, cada título passou a ter suas próprias histórias ambientadas no Universo Midnight Sons. A resposta do público-leitor foi tão positiva que, no ano seguinte, uma sétima revista seria publicada: Midnight Sons Unlimited. Pouco depois, a Marvel reimprimiria antigas histórias de Morbius em Morbius Revisited.
Em outubro de 1993, em Nightstalkers 14, teve início, então, o derradeiro arco de Midnight Sons: Siege of Darkness que estabeleceu, de forma mais sólida, a existência de uma dimensão sobrenatural paralela ao Universo Marvel regular. Na saga, muitas das personagens foram mortas e títulos como Nightstalkers deixaram de circular. Antes disso, no entanto, a Marvel ainda lançaria um oitavo gibi chamado Ghost Rider and The Midnight Sons Magazine. No entanto, com o término desta saga, as revistas de Midnight Sons foram, aos poucos, sendo descontinuadas.
As independentes, no entanto, continuaram a investir em profusão nos títulos vampíricos. Bad Blood: The Vampire Collection da Atomeka, Blood and Kisses, da Fanta Co., A Blood Tale da Epic, Cadence of Dirge da Gothic Ltda. Dracula Chronicles da Topps, Planet of Vampires e Tales of Evil da Atlas Comics, Strange Stories of Vampires da Warren, Terrors of Dracula, da Fawcett, Vamperotica da Brainstorm Comics, Vampire Rock da Undead Graphics, Vampire World: Upon a Black Spire e Vampyre Wars da Acid Rain Studios, Vampyres, da Eternity e Bathory: Countess of Blood da Boneyard Press são alguns exemplos presentes no mercado americano naquela época. Para registro, a Condessa Elizabeth Bathory, protagonista do último título mencionado, foi uma nobre eslovaca do século XV, presa sob a acusação de ter assassinado moças – virgens ou não – no intuito de se banhar em seu sangue a fim de conservar a juventude.
Fora das independentes, além de Blade e Morbius, DC e Image também investiram em títulos
vampíricos. Na DC, tivemos Vamps, publicada em formato de mini-séries através de seu selo Vertigo. O primeiro arco de histórias dessa série chegou a ser publicado no Brasil pela Tudo em Quadrinhos Editora. Um segundo arco chegou a ter seu primeiro número lançado pouco antes da editora desistir da publicação de quadrinhos. A Image, por sua vez veio com Crimson de Humberto Ramos, título publicado pelo Wildstorm de Jim Lee em formato de série fechada, hoje já encerrada. Antes de criar o vampiro irlandês Cassidy para atuar ao lado de Jesse Custer e Tulipa em Preacher, Garth Ennis chegou a introduzir e eliminar o chamado Rei dos Vampiros no período em que escreveu John Constantine: Hellblazer. Ainda na Marvel, tivemos uma versão desmorta da X-Man Tempestade, coadjuvante no título Mutant X, hoje cancelado.
Atualidade e Futuro
Hoje, após uma onda de cancelamentos, raros são os quadrinhos em que vampiros são as personagens de destaque. Angel, da Dark Horse, baseado na série de TV de mesmo nome, é um dos poucos sobreviventes. Buffy: The Vampire Slayer, também da Dark Horse e baseada em programa televisivo, pode entrar na categoria, ainda que os bebedores de sangue exerçam papel de vilões-coadjuvantes. A Chaos! Comics, famosa por suas personagens ligadas ao sobrenatural, tem em Chastity seu principal título vampiresco. Ambas as editoras estão entre as poucas independentes que sobreviveram à crise editorial dos anos 90. Chastity, inclusive, vem sendo publicado no Brasil pela Editora Atlantis. Já Angel teve uma edição especial lançada em terra brasilis pela Mythos Editora.
Na Marvel, Blade e Morbius ainda resistem, aparecendo vez por outra como coadjuvantes, principalmente nos títulos do Homem-Aranha. O primeiro terá uma segunda chance com um título mensal na linha adulta da Marvel, a Max Comics. Com o sucesso do filme Blade, Morbius também está cotado para as telas de cinema, o que deve lhe render um pouco mais de atenção. Na DC, com o término de Preacher, Cassidy não deve mais retornar. No entanto, o selo Vertigo sempre pode gerar outro gibi de morto-vivo quando menos se espera.
O fato é que a figura do vampiro exerce grande fascínio sobre nós mortais desde os tempos antigos. Apesar de estarem em baixa nos quadrinhos e no cinema, é da natureza dessas criaturas retornar de suas tumbas quando menos se espera. Portanto, não causaria surpresa se, de uma hora para outra, uma nova leva de apreciadores de sangue torne tingir de vermelho as páginas das histórias em quadrinhos.
Vampiros nos quadrinhos – Parte III
•13/11/2009 • Deixe um comentárioO Final dos anos 70 e a queda
Ainda nos anos 70, o “boom” de vendas gerado pelas séries de vampiros foi seguida por uma estabilização e logo uma queda natural, devido, principalmente, à renovada popularização dos títulos de heróis, começada pela Marvel na década anterior.
Com exceção de Vampirella, a maioria dos títulos em que o vampiro era a personagem principal foram canceladas. O que mais resistiu foi The Tomb of Drácula, que teve sua última edição regular publicada em 1979. A própria Vampirella viria a sucumbir em 1981. De destaque nessa época, podem ser citados apenas o Morcego Humano na DC e o Barão Sangue, na Marvel.
Morcego, porém humano
Apesar de não ser um vampiro na acepção do termo, o Morcego Humano – criado por Frank Robbins e Neal Adams – era muito ligado à figura do predador noturno. Tendo feito sua primeira aparição na edição 400 de Detective Comics (1970), este monstro era, na verdade, Kirk Langstrom, um especialista em mamíferos noturnos de Gotham City, que injetara em si mesmo um soro de glândulas de morcego. Em decorrência, desenvolveu radar e audição hipersensível, similar à dos quirópteros. Como efeito colateral, seu aspecto físico mudou e ele passou a ser meio-homem, meio-morcego. Logo entrou em confronto com Batman. Langstrom, na época, estava compromissado e, enquanto procurava uma cura para a sua condição, sua noiva, Francine, acabou bebendo a mesma fórmula e tornando-se uma criatura similar. Mais tarde, Batman ajudou na criação de um antídoto para ambos.
O Morcego Humano fez tento sucesso que retornou em várias edições de Detective Comics. No número 429, Francine foi mordida por um morcego vampiro e se tornou uma fêmea desse animal. Langstrom, por sua vez, havia desenvolvido sua fórmula. Agora podia virar o Morcego Humano, tomando algumas pílulas. Com a ajuda de Batman, curou Francine e passou a lutar contra o crime.
Aproveitando a onda do vampirismo, a DC resolveu apostar no Morcego Humano como personagem solo e a revista Man-Bat chegou às bancas em dezembro de 1975. Não vendeu o esperado e foi descontinuada logo na segunda edição. A personagem voltou ao papel de coadjuvante. Sua última aparição significativa naquela década fora em Batman Family 18, de 1978.
Sangue azul
O Barão Sangue teve sua estréia em The Invaders 7, de 1976. Este nobre inglês teria nascido John Falsworth nos fins do século 19, filho do nobre britânico William Falsworth. Quando assumiu o controle da fortuna da família, foi à Transilvânia, com o intuito de controlar o Conde Drácula e usá-lo para seus próprios fins. O que se deu foi o inverso. John voltou à Inglaterra vampirizado e como agente do conde.
Durante a Primeira Guerra Mundial, assumiu a identidade de Barão Sangue e atuou como agente alemão. Sumiu com o término do conflito, ressurgindo na Segunda Guerra, como aliado de Hitler. Foi quando retornou à Inglaterra, fixando residência no Solar Falsworth. Para tanto, fez-se passar por seu neto. Ao atacar a própria família, foi derrotado pelos Invasores. Morto com uma estalactite costurada com prata, teve uma estaca enfiada em seu coração e o corpo enterrado numa capela com seu caixão rodeado de alhos.
Aos que não sabem, os Invasores foram uma equipe de heróis criada por Roy Thomas nos anos setenta. Suas histórias se passavam na década de quarenta, quando combatiam a ameaça nazista. Baseada no All-Winner Squad (Timely-1946), a equipe teve entre seus membros, Capitão América, Namor, o Tocha Humana original, Bucky, Centelha, Union Jack, Spitfire, Ciclone e Miss América.
Anos mais tarde, em 1981, o Barão Sangue voltou à cena.
Quando foi chamado à Inglaterra devido a uma série de assassinatos, o Capitão América descobriu que o vampiro havia sido ressuscitado pelo Dr. Charles Cromwell, um lacaio de Drácula. O Barão matara o médico e, assumira sua identidade. Durante anos, sorveu sangue de seus pacientes, até ser descoberto pelo vingador. Na luta que se seguiu, o Capitão usou seu escudo para decapitá-lo e tratou de queimar o corpo.
Vampiros em baixa
A década de 80 não se mostrou muito pródiga com os vampiros. Enquanto os super-heróis viviam anos de euforia que culminariam em obras como O cavaleiro das trevas e Watchmen, o interesse dos leitores pelos sugadores de sangue foi minguando aos poucos.
Vampirella foi descontinuada em 1981 e, em 1983, a Marvel decidiu banir todos as suas personagens vampíricas. Para tanto, usou a chamada Fórmula Montesi, em Dr. Strange 62, um encanto conjurado pelo Dr. Estranho, destinado a banir todos os vampiros do mundo. No processo, até Drácula acabou sendo desintegrado.
Na DC Comics, a coisa seguia quase o mesmo caminho. No entanto, o vampiro ainda viria a aparecer na editora em alguns poucos momentos. O primeiro, e mais significativo, aconteceu quando da publicação da série I… Vampire, que ocupou as páginas da House of Mystery – publicação de terror da DC que se tornou mais conhecida por ter introduzido, na década anterior, o Monstro do Pântano. Durante 29 edições, entre março de 1981 e agosto de 1983, I… Vampire trazia a história do Lorde Andrew Bennet. Sua estréia deu-se no número 290 e a última aventura foi publicada na edição 319.
Andrew fora um herói da Guerra Espanhola na Inglaterra Elizabetana – século XVI, vampirizado por um dearg-dul em 1591. (Nota: Dearg-Dul é um vampiro característico do folclore irlandês. Infelizmente, devido ao fato da Irlanda não possuir grande tradição vampírica, quase nada se sabe sobre tal criatura). Bennet era apaixonado por Mary Seward, criada particular da rainha. Ao saber da maldição de seu amado, a jovem exigiu que este também a vampirizasse, para que ambos pudessem passar a eternidade juntos. Porém, após ser transformada, Mary começou a se achar superior aos humanos e concluiu que seu destino era a dominação mundial. Bennet não concordou e ambos tornaram-se inimigos ao longo dos séculos.
Na década de 80, já no século XX, a luta entre ambos havia se acirrado, especialmente porque, nessa época, Mary comandava uma poderosa organização de vampiros chamada Blood Red Moon. O confronto entre eles seguiu até a descoberta da Fórmula Russa, um composto que, supostamente, eliminaria a sede de sangue dos vampiros, e algumas de suas limitações, como andar sob a luz do dia, conservando seus poderes.
Bennet que, desde sua transformação, recusava-se a beber sangue, tomou a fórmula e tornou-se um novo tipo de vampiro. Ataca Mary, mas descobre que a fórmula só funciona em pessoas normais, não em mortos-vivos já formados. Ele se vê à mercê da antiga amada que, por vingança, morde Deborah Dancer, sua namorada. Deborah era humana e havia tomado a Fórmula Russa. Assim sendo, confronta Mary e mata-a depois de expor seu corpo à luz do dia. Bennet sucumbe aos efeitos da Fórmula e Deborah segue como um novo tipo de vampira.
Poucos, mas de qualidade
Outra aparição notável dos vampiros na DC deu-se nos números 38 e 39 de Swamp Thing, nos quais Alan Moore utilizou-se da crença de que vampiros podem ser mortos sob o efeito da água corrente. Assim, apresentou uma nova raça desses monstros que habitava as águas paradas que um dia afogaram os espíritos malignos da cidade de Rosewood.
Pouco depois, foi a vez do Super-Homem entrar em confronto com Luar, uma vampira com características transmorfas que poderia matar o herói. Os poderes de Luar eram de origem sobrenatural – mágicos – uma das poucas coisas que afetam o Homem de Aço. Graças à providencial intervenção de Batman, no entanto, a vampira foi morta.
Fora das grandes editoras, em 1986, a WarP Comics lançou a primeira edição dos novos quadrinhos de vampiro com a mini-série Blood of the Innocent, logo seguida por Blood of Dracula, da Apple.
Talvez sentindo que o interesse pelos vampiros pudesse, então, voltar, a Marvel lançou, ainda em 1986, a bela graphic novel Drácula: uma sinfonia de pesadelos ao luar, de John J. Muth. Entre 1987 e 1988, foi a vez da mini-série Blood, da mesma Marvel, chegar às comic shops.
Ainda em 1988, a editora lançou, em 15 edições bimestrais, o Conde Duckula, personagem cômico. Como o nome já sugere, Duckula era um pato vampiro que morava na atual Transilvânia. Apesar de ser descendente de uma longa linhagem de mortos-vivos, ele era vegetariano e não ingeria sangue. Tinha dois criados, Igor e Nanny, um inimigo mortal, o Dr. Von Goosewing e uma paixão: Vanna Von Goosewing, filha do acima citado. Vestia um black-tie estranho e podia transportar seu castelo para onde quisesse. No mesmo ano em que estreou nos EUA, Conde Duckula foi transformado em uma série animada em sua terra natal.
No ano seguinte, porém, deu-se a gloriosa ressurreição dos mortos-vivos. Em 1989, os vampiros voltaram a fazer parte do Universo Marvel como veremos no próximo capítulo desta série.
Vampiros nos quadrinhos – parte II
•12/11/2009 • Deixe um comentárioO LENTO RETORNO DOS MORTOS-VIVOS NOS ANOS 60 E 70
Em 1958, quatro anos após a implantação do Comics Code (Código dos Quadrinhos) nos Estados Unidos, chegava às bancas a Famous Monster of Filmland, da Warren Publishing Company. Essa publicação destinava-se aos fãs dos filmes de horror e, por ser magazine, não podia se enquadrado pelo código. Não tardaria, então, para que houvesse quadrinhos de terror em suas páginas.
Seis anos mais tarde, em 1964, a Warren tornou a investir no gênero, publicando Creepy, uma revista de quadrinhos de terror, mas cujo formato (21 X 28 cm), deixava-a livre das garras do código. Creepy foi seguida de Eerie. Em ambas, os vampiros apareciam com destaque. Ainda no ano de 1964, os vampiros voltaram aos quadrinhos, nas páginas de The Munsters, uma revista baseada na série de tv Os monstros. Apesar de ser uma revista cômica, como a série, lá estavam dois vampiros, Lily e Vovô.
Em 1962, no entanto, a Dell Publishing Co. Inc., que não havia aderido ao código, lançou Dracula contando a história de um conde Drácula revivido em seu castelo da Transilvânia. Durou apenas uma edição. Em 1966, Dracula foi relançada, mas com uma temática totalmente diferente. Não se tratava de um vampiro, mas sim um cientista que, acidentalmente, bebe uma solução na qual trabalhava. A substância, que deveria ajudar na cura de lesões cerebrais, transforma o Conde em um morcego. Com essa capacidade, e ainda o poder de controlar mentalmente seus irmãos quirópteros, ele decide combater o crime. A segunda encarnação da revista durou apenas quatro números, entre 1966 e 1967. Anos mais tarde, a Dell tentou reviver sua personagem, sem sucesso.
A MAIS SEXY DE TODAS AS APRECIADORAS DE SANGUE
Em 1969, houve um grande esforço para que o código fosse revisto e o vampiro, liberado de seu banimento. Para aumentar ainda mais pressão, a Gold Key, lançou Dark Shadows, revista que se baseava na série de TV homônima e retratava as aventuras do vampiro Barnabas Collins. O programa da rede de ABC foi um sucesso enorme entre os anos 1967 e 1971. Em 1991, houve uma nova versão pela rede NBC em 1991, que, embora popular, não durou muito tempo. Mesmo assim, ainda movimenta inúmeros fãs-clubes e convenções nos EUA.
No mesmo ano de 1969, a Warren acertaria na mosca ao publicar uma das mais populares personagens vampíricas da história: Vampirella.
Criada por Forrest J. Ackerman, Vampirella foi uma das primeiras vampiras a ser a protagonista em uma série de quadrinhos. Ela não era uma morta-viva e sim uma alienígena, original de Drakulon, um planeta onde o sangue havia substituído a água como líquido vital. A bela extraterrestre veio ao nosso planeta, porque aqui havia um suprimento razoável de seu nutriente.
Endiabrada e sexy em seu uniforme minúsculo, Vampirella logo alcançou popularidade e seu título regular foi publicado até 1983, completando um total de 112 edições. Nessa época, nomes famosos dos quadrinhos passaram por suas presas, como Archie Goodwin – o falecido editor da Marvel e da DC – Frank Frazetta, e Steve Englehart, sob o pseudônimo de Chad Archer.
Em 1991, a Harris Comics adquiriu os direitos de publicação da personagem e lançou uma nova série, com os roteiros do, então, novato Kurt Busiek. Ainda hoje, Vampirella é publicada em mini-séries. A mais recente, inclusive, está sendo desenvolvida por Mark Millar.
SEDE DE SANGUE NA MARVEL
Voltando à História, os fãs dos vampiros tiveram uma grande vitória em 1971, quando uma revisão do Comics Code permitiu que o vampiro voltasse às HQs. O texto modificado dizia o seguinte:
“Vampiros, violadores de túmulo e lobisomens serão permitidos quando abordados na forma clássica, como Frankenstein, Drácula e outras obras de alto calibre literário escritas por Edgar Allan Poe, Saki (H.H. Munro), Conan Doyle e outros autores respeitados cujos trabalhos são lidos nas escolas de todo o mundo.”
A Marvel logo saiu na frente, trazendo Morbius, a primeira personagem vampírica original após a revisão do código. A criatura teve sua primeira aparição em Amazing Spider-Man 101. Michael Morbius era um biólogo ganhador do prêmio Nobel que sofria de uma rara doença sanguínea. Ao injetar em si próprio um soro experimental que poderia curá-lo, transformou-se em um ser que precisava consumir sangue para sobreviver. A partir daí, o atormentado cientista envolveu-se em vários conflitos via de regra com o Homem-Aranha. No entanto, também desafiou os X-Men e demais heróis da editora, tornando-se mais popular do que pode parecer.
O sucesso do relutante vampiro garantiu que, em 1973, ele estrelasse em Vampire Tales, magazine que teve sete
edições até junho de 1975. Em 1974, passaria a ter destaque em Fear, onde estreou no número 19, permanecendo até a trigésima primeira edição de dezembro de 1975. Foi um período ocupado para Morbius, uma vez que ele aparecia simultaneamente em ambas as revistas.
Em 1976, o sofrido pesquisador tornou a dar as caras. Desta vez em Marvel Two-in-One, onde enfrentou o Coisa. No mesmo ano, em Marvel Preview 8, foi a vez de se bater com Blade, o caçador de vampiros. Quatro anos mais tarde, em Spectacular Spider-Man 38, para sua alegria, Morbius foi curado de sua doença. Para tanto, teve de sugar um pouco do sangue do Aranha e ser atingido por um raio. Depois disso, não se ouviria mais falar o vampiro científico até o final dos anos 80.
Em 1989, o repouso da personagem chegou ao fim. Dr. Strange: Sorcerer Supreme 10 marcou o seu retorno. Quatro edições mais tarde, ficamos sabendo que Morbius vivera anos como um homem normal até que, um dia, ao passar férias em Nova Orleans, conhecera Marie Leveau, que precisava do sangue de vampiros para conservar sua juventude. Assim, através de choques elétricos, ela devolveu Morbius ao seu estado vampírico.
Alguns anos depois, em 1992, a Marvel reuniu suas personagens sobrenaturais em um universo paralelo, batizado de Midnight Sons (os filhos da meia-noite na tradução direta, mas a sentença tem o mesmo som de midnight suns, ou seja, sóis da meia-noite). Neste universo, Morbius ganhou um título solo, Morbius: Living Vampire, onde combateu, ao lado dos Nightstalkers, Motoqueiro Fantasma e Johnny Blaze, a ameaça de Lilith, a rainha do mal. Venom e o Homem-Aranha também se envolveram no confronto. Mais tarde, com o cancelamento da linha Midnight Sons e seus títulos, Morbius voltou à condição de relutante vilão, confrontando o Homem-Aranha e Blade.
O PRÍNCIPE DOS VAMPIROS ENTRE OS SUPER-HERÓIS
Ainda em 1971, a mesma Marvel lançou o título vampírico que só perde em sucesso e popularidade para Vampirella. The Tomb Of Drácula era escrito por Marv Wolfman e desenhado por Gene Colan, ambientando as histórias do conde na década de 70. O Drácula desses dois autores foi retratado como o era na tradição popular, ou seja: mau, mas com traços humanos.
A trama começa quando Frank Drake, um descendente de Drácula, sua namorada Jeanie e um amigo, Clifton Graves, decidem ir à Transilvânia para vender o Castelo Drácula. Lá, Graves acidentalmente ressuscita o príncipe dos vampiros, que foge em busca de alimento. Os três voltam para Londres, seguidos de perto pelo conde. Já na Inglaterra, Drake descobre que Jeanie fora mordida pelo seu antepassado. No confronto que se segue, ela acaba morrendo. Mais tarde, Drake une-se a Quincy Harker, Blade e Rachel van Helsing. O grupo segue combatendo o vampiro por anos a fio, conseguindo pequenas vitórias e muitas derrotas.
O príncipe dos vampiros fez aparições em diversos outros títulos da Marvel, enfrentando os X-Men e o Homem-Aranha, dentre muitos. Drácula, porém, encontrou seu fim no Universo Marvel em 1983, quando o Dr. Estranho desintegrou-o através de um feitiço chamado “Efeito Montesi”, que baniria todos os vampiros do Universo Marvel.
A série mensal durou setenta edições, sendo reimpressa na Inglaterra em P&B com o nome de Drácula Lives, e publicada em espanhol, italiano e português. No Brasil, foi trazida pela Bloch Editores entre 1976 e 1978, com o nome de A tumba de Drácula. Fez tanto sucesso que, mesmo depois de ter perdido os direitos de publicação sobre ela, a editora continuou publicando histórias do conde produzidas no Brasil, sem os créditos para seus roteiristas e desenhistas. Durou quatorze edições. Mais tarde, entre 1979 e 1980, The Tomb… foi publicada pela Editora Abril sob o título de O terror de Drácula. Durou onze edições.
Algumas das personagens do Universo Marvel regular, como Lobisomem e o Surfista Prateado fizeram aparições em The Tomb…, que teve edições isoladas reimpressas em 1992. Antes disso, em 1991, houve uma mini-série em P&B do título, em quatro edições, publicada pela Epic Comics, novamente com Marv Wolfman no roteiro e Gene Colan nos desenhos.
O SUPERCAÇADOR DE VAMPIROS
De todos as personagens de The Tomb of Drácula, à exceção do próprio conde, Blade foi quem mais se destacou, principalmente, alguns anos atrás, depois de ter sido vivido no cinema por Wesley Snipes.
Sua primeira aparição ocorreu em The Tomb… 10, nas docas de Londres, eliminando vampiros da legião de Drácula. Mais tarde, encontrou-se com Rachel Van Helsing e Quincy Harker, unindo-se aos caçadores de mortos-vivos. Três edições depois, em The Tomb… 13, sua origem foi revelada: quando ele estava para nascer, sua mãe recebeu a visita do médico Deacon Frost, que era vampiro. Deacon mordeu a mulher, causando sua morte. Blade sofreu mudanças congênitas em seu sangue, adquirindo características semivampíricas. Quando adulto, pôs-se a caçar vampiros, com o objetivo de se vingar de Deacon. A partir dessa edição, Blade torna-se figura constante em The Tomb… ao longo de suas 70 números. Inclusive, chegou a assassinar o príncipe dos vampiros, que foi ressuscitado pouco depois. Na edição 48, uniu-se a Hannibal King e, no número 53 da série, ambos conseguiram destruir Deacon Frost. Antes, no entanto, já fizera uma participação especial na Marvel Preview 8, de 1976.
Depois do fim de The Tomb of Drácula, o caçador de vampiros teve aparições esporádicas como convidado em outros títulos da Marvel, até a criação do universo Midnight Sons, em 1992. Foi quando figurou no título Blade, the Vampire-Hunter e em The Nightstalkers até a edição 17, quando este último foi cancelado. Seu próprio título, não durou muito. Blade teve importantes participações na série animada do Homem-Aranha e na Marvel Team-Up, ao lado do aracnídeo.
O fato de ser um dos poucos heróis negros importantes atraiu para si a atenção de Wesley Snipes, que interpretou Blade no cinema. O sucesso do primeiro filme foi tamanho que uma continuação está sendo finalizada e logo deve chegar às telas. Isso acabou motivando a Marvel a desenvolver um novo título para a personagem. Blade de Mark Andreyko, Richard Pugh e Manuel Gutierrez será parte integrante da linha de quadrinhos adultos, MAX, e trará histórias de terror/ação.
Vampiros nos quadrinhos – Parte I
•11/11/2009 • Deixe um comentárioO início da trajetória dos vampiros nas histórias em quadrinhos americanas
Quem, hoje em dia, vê o bom-vivant Cassidy levando a não-vida, em busca de Deus ao lado de Jesse Custer em Preacher, o Angel destruindo criaturas demoníacas, ou ainda Sarah Michelle-Gellar, na pele de Buffy, atrás de mortos-vivos em suas séries televisivas – e de quadrinhos – já adotou a figura do vampiro como algo até corriqueiro. Afinal, todos sabemos o que é um vampiro, em parte graças à sua popularização desde que Bram Stoker criou o famoso Conde Drácula, em 1897.
O vampiro, segundo o dicionário é “um cadáver reavivado que levanta do túmulo para sugar o sangue dos vivos e assim reter a aparência da vida”, mas o que importa saber é que o conceito foi definitivamente incorporado à cultura pop. A literatura, a televisão e principalmente o cinema exploram há anos o mito, alterando-o a seu bel prazer. Os quadrinhos, como parte da cultura de massa, não ficaram de fora e também usam e abusam dos desmortos desde seu princípio.
SEDE DE SANGUE DESDE AS PRIMEIRAS PÁGINAS
As revistas em quadrinhos, como conhecemos hoje, surgiram e popularizaram-se na década de 30. Já em seu berço, os gibis apresentaram sua primeira personagem de caninos afiados no sexto número da revista More Fun da DC Comics. Esse título trazia histórias seriadas do Dr. Oculto, um detetive fantasma que lutava contra vilões sobrenaturais. Na tal edição, ele enfrentou o Vampiro Mestre, vilão que foi derrotado e eliminado com uma punhalada no coração.
Pouco depois, em 1939, foi a vez de Batman ter seu primeiro encontro com um morto-vivo. Nada de inesperado, uma vez que, segundo consta, Bob Kane e Bill Finger, criadores do Homem-Morcego, usaram Drácula como uma de suas fontes de inspiração. O confronto deu-se nas edições 31 e 32 de Detective Comics.
As décadas de trinta e quarenta são tidas como a “Era de Ouro” dos quadrinhos, devido à expansão que essa mídia experimentou no período, e ao surgimento de algumas das maiores personagens de todos os tempos. Afinal, foi nesses anos que deram as caras Flash Gordon, Fantasma, Popeye, Super-Homem, Dick Tracy, Mulher-Maravilha, Nick Holmes, Sociedade da Justiça, Capitão América e Namor, além do próprio Batman e seu parceiro Robin. O campo era fértil para os mais diversos gêneros e com a consolidação das novas revistas, o terror pôde proliferar.
ENTRA EM CENA A EC COMICS
Em 1948, o American Comics Group lançou o primeiro e um dos mais bem-sucedidos títulos de horror, Adventures into the Unknown. Não tardou para os vampiros tomaram conta da revista, de forma que, na década seguinte, não houve um número sequer que não contivesse um deles em suas páginas.
Adventures into the Unknown fez tanto sucesso, que logo gerou imitadores. A EC Comics – com certeza uma das mais promissoras editoras de quadrinhos dos anos cinqüenta – lançou Crypt of Horror, que mais tarde teve seu nome trocado para Tales from the Crypt. Das mais cultuadas e reverenciadas da história dos quadrinhos, a revista foi o maior sucesso da EC, tendo gerado, décadas depois, uma série televisiva de mesmo nome.
Aproveitando o sucesso de Tales…, a editora lançou mais duas publicações: Haunt of Fear e Vault of Horror. Entre 1950 e 1954, mais de cinqüenta títulos voltados para o terror repletos de sugadores de sangue pipocaram nas mais diversas editoras americanas. Dentre os mais importantes, destacam-se Suspense Comics (1950/53), Mystic (1951/57) e Journey into the Unknown (1951/57), da Atlas Comics, que, na década seguinte, tiraria os super-Heróis do ostracismo ao adotar o nome de Marvel Comics.
Outra revista que merece destaque é Eerie, da Avon, pelo fato de, em sua oitava edição, trazer a primeira adaptação, para os quadrinhos, de Drácula de Stoker.
PERSEGUIÇÃO E BANIMENTO
Infelizmente, a festa noturna acabou cedo. Os quadrinhos de terror – e, por conseqüência, de vampiros – depararam-se com um grande inimigo na pessoa do psiquiatra alemão Frédéric Wertham. Em 1954, ele lançou sua obra Seduction of the Innocent (A sedução do inocente), onde concluía que “a má influência exercida pelas histórias em quadrinhos, em especial as de terror e crimes” era responsável por casos de delinqüência juvenil. As idéias de Wertham ecoaram na sociedade conservadora da época. Houve boicotes de revendedores e até mesmo queima de quadrinhos em praça pública.
Uma Comissão de Investigação do Senado foi conduzida e, antes que as coisas piorassem, as principais editoras formaram a Comic Magazine Association of America (CMAA). Esse órgão propôs, então, uma auto-regulamentação antes que boicotes de distribuidores, assustados com a reação popular, decretassem o fim da indústria. Assim sendo, surgiu o famigerado Comics Code, o código de autocensura dos quadrinhos (Recentemente, a Marvel Comics aboliu o uso desse instrumento em suas publicações, mas essa é outra história que você já leu no Omelete). De imediato, os quadrinhos de terror – e os vampiros – foram banidos, vítimas do seguinte trecho do código:
“Cenas, ou instrumentos, associados aos mortos ambulantes, tortura, vampiros ou vampirismo, violadores de túmulos, canibalismo ou lobisomens estão proibidas”.
Uma lei similar entrou em vigor no Reino Unido em 1955. Foi renovada em 1965, estando em vigor até hoje, o que explica o fato de poucas HQs de vampiros e terror serem originadas por lá.
Os apreciadores de hemoglobina foram banidos dos quadrinhos, mas não por muito tempo. Afinal, quem é morto-vivo sempre aparece, como veremos em nosso próximo artigo.
Fonte: http://www.omelete.com.br/quad/10000377/Voo_noturno___parte_1.aspx
Vampiros de John Carpenter
•10/11/2009 • Deixe um comentário
Vampiros de John Carpenter
titulo original: (Vampires)
lançamento: 1998 (EUA)
direção: John Carpenter
atores: James Woods , Daniel Baldwin , Sheryl Lee , Thomas Ian Griffith , Maximilian Schell
duração: 108 min
gênero: Terror
Sinopse: Desde quando foi obrigado a matar seu pai, que tinha virado um vampiro que depois de atacar sua mãe quis subjugá-lo também, Jack Crow (James Woods) vive para se vingar. Quando adulto se tornou um fanático caçador de vampiros que trabalha de forma profissional com uma boa equipe, que o ajuda a localizar os “ninhos” e exterminar os vampiros. Uma noite, após a bem sucedida destruição de um “ninho” no qual nove vampiros foram mortos, Crow estava insatisfeito, pois o Mestre Vampiro não tinha sido morto. Quando todos ainda festejam o fato do covil ter sido dizimado, Jan Valek (Thomas Ian Griffith), o Mestre Vampiro, surge no Sun-God Motel, onde a equipe de Crow e algumas prostitutas se divertiam. Quase todos são mortos, mas curiosamente na hora do ataque Valek chamou Jack pelo nome, como se estivesse sendo ajudado por alguém de fora. Jack sabe que os vampiros procuram algo grande: a Cruz de Berziers, que Valek procura há seiscentos anos e que permitirá que os vampiros caminhem de dia. Diante desta situação Jack parte no encalço de Valek, juntamente com Tony Montoya (Daniel Baldwin), o único da equipe que sobreviveu, e Katrina (Shreyl Lee), uma prostituta que logo se tornará uma vampira e que manterá uma ligação mediúnica com Valek, o que permitirá a Crow rastrear o líder dos mortos-vivos. Eles se envolvem ainda com o recentemente nomeado Adam Guiteau (Tim Guinee), um padre inexperiente que sabe alguma coisa sobre a “Cruz”, sendo que juntos tentarão achar “A Cruz Negra”, pois se falharem as conseqüências poderão causar o fim da raça humana.
Opinião: Mais um filme do gênero que tanto admiro. O que me surpreende é a visão do Vampiro “mestre”, na verdade é um padre. Tudo se explica no filme. Muito bem feito, história muito legal… bacana demais o quanto ele se parece com um vampiro do clã Gangrel (para quem joga ou jogava Vampiro, A Máscara).
Matemático explica vampirismo
•10/11/2009 • Deixe um comentárioEstava procurando coisas interessantes para me inspirar a escrever algo sobre Vampiros, quando me deparei com um matemático que tenta explicar o porque vampiros não podem realmente existir… Bom… eu não concordo com a teoria dele, mas coloco ela aqui para que vocês tirem suas próprias conclusões:
Matemática prova que vampiros não existem
Professor diz que homens já teriam sido exterminados pelos “filhos de Drácula”
Para decepção dos fãs de “Crepúsculo”, vampiros não existem e nunca poderiam ter existido. Segundo o professor Costas Efthimiou, da Universidade Central da Flórida, caso essa hipótese fosse real, todos os humanos já teriam se transformados em seres das trevas.
A conta que Efthimiou realizou foi a seguinte: em janeiro de 1600 a população mundial era de um pouco mais de 536 milhões de habitantes, se um vampiro surgisse no primeiro mês e sugasse o sangue de uma pessoa por mês, então em fevereiro seriam dois, em março seriam quatro e assim por diante. Ao final de dois anos e meio, toda a população já teria se tornado vampira.
A conta não leva em consideração o processo de mortalidade, que faria diminuir a porcentagem de adultos na época de reprodução. Ainda que a população crescesse aceleradamente os vampiros sairiam vitoriosos no final, pois é impossível dobrar a população do mundo de um mês para outro.
Conclusão: como ainda existe humanos no mundo, inclusive você que está lendo este texto, vampiros não existem. Ou seja, nos livros o vampiro Edward Cullen pode até ser bom na escola, mas deve ter faltado nas aulas de álgebra.
Fonte:http://www.abril.com.br/noticia/diversao/no_349319.shtmlMinha sincera opinião, pelo que eu conheço sobre o mito, é que eles não “transformam” ou “abraçam” ou ainda “dão o dom negro” à todos que são suas vítimas, portanto… o texto é furada, mas, como prometi nomeu primeiro post que iria descrever tudo sobre eles, estou aqui colocando mais este texto.
A Rainha dos Condenados
•05/11/2009 • Deixe um comentário
(Queen of the Damned)- ano de lançamento ( EUA ) : 2002
- direção: Michael Rymer
- atores: Stuart Towsend , Marguerite Moreau , Aaliyah , Vincent Perez , Paul McGann
- duração: 01 hs 41 min
descrição:
Transformado em uma estrela do rock, a música do vampiro Lestat acaba despertando a rainha de todos os vampiros, que tem por objetivo destruir a Terra. Para combatê-la, os demais vampiros imortais também despertam de seu sono. Com Stuart Townsend, Aaliyah, Vincent Perez e Lena Olin.
sinopse:
O vampiro Lestat (Stuart Towsend) reinventou a si mesmo e agora é uma grande estrela do rock contemporâneo nos Estados Unidos. Sua música acaba despertando Akasha (Aaliyah), a rainha de todos os vampiros, cujo poder é tão grande que para combatê-la todos os vampiros da face da Terra precisarão se unir a fim de evitar sua própria extinção. Mas assim como a música de Lestat inspira Akasha, que deseja fazer dele seu rei, ela também faz com que Jesse (Marguerite Moreau), uma jovem fascinada pelo lado negro da vida, se apaixone por Lestat.
Opinião: Este é mais um filme baseado na Obra… ou melhor… obras daescritora Anne Rice. O filme é uma “adaptação” de ”O Vampiro Lestat” e “Rainha dos Condenados”. Muitos itens foram deixados de lado, mas em comepnsação, muitos vampiros dos citados no livro aparecem… Marius, Armand (que realmente´tem cabelos cacheados como aparece NESTE filme e naum no “Entrevista”…)
Bom… vale à pena por causa da trilha sonora tbm… baixem aqui:
