História de Eliphas Levi
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Eliphas_L%C3%A9vi
http://www.gnosisonline.org/Mestres_da_Senda/Eliphas_Levi.shtml
http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2673&catid=80
Eliphas Lévi, nome de baptismo Alphonse Louis Constant, (8 de fevereiro de 1810 – 31 de Maio de 1875) foi um escritor francês, e ocultista.
O seu pseudónimo “Eliphas Lévi,” sob o qual ele publicava seus livros, resultou da tradução do seu nome “Alphonse Louis” para a língua hebraica.
O maior ocultista do Séc. XIX, como muitos o consideram, era filho de um modesto sapateiro. Possuía uma irmã, Paulina-Louise, quatro anos mais velha que este. Desde sua infância demonstrava um grande caráter de seu talento para o desenho, seus pais introduziram-no para o ensinamento religioso.
Depois disso, aos dez anos de idade ingressou na comunidade do presbitério da Igreja de Saint-Louis em Lille, onde aprendeu o catecismo com o seu primeiro mestre, abade Hubault, que fazia seleções dos garotos mais inteligentes. Eliphas Levi foi encaminhado por Hubault ao seminário de Saint-Nicolas Du Chardonnet, para concluir seus estudos preparatórios. A vida familiar para ele havia acabado neste momento. No seminário, teve a oportunidade de aprofundar-se nos estudos da filologia, e quando completara seus dezoito anos já era apto para ler a bíblia em seu contexto original.
No ano de 1830, foi transferido para o seminário de Issy para estudar Filosofia. Dois anos depois, ingressou em Saint-Sulpice para estudar Teologia. Foi nesse tempo que esteve em Issy que escreveu seu primeiro drama bíblico, Nemrod. No seminário de Saint-Sulpice criou seus primeiros poemas religiosos, considerados de demasiada beleza.
Contudo, o jovem Alphonse sentiu o peso de tantos anos de reclusão e ascetismo. Ele conheceu uma jovem, pobre, tímida e retraída que os outros padres haviam se recusado a atender e preparar para a comunhão. Ele aceitou a tarefa e foi tomado por um forte sentimento: Alphonse disse que havia encontrado nela as qualidades da Virgem, e ficou tão impressionado que a visão dessa jovem o marcou pelo resto da vida.
Em 1835, Eliphas Levi foi ordenado diácono, mas em 1836, quando estava para atingir o cargo de sacerdote, confessou ao seu superior o que havia sentido com relação à jovem, anos antes. Desse momento em diante, as portas da carreira eclesiástica se fecharam brutalmente para ele, o que lhe causou uma grande consternação e abalou sua visão de Deus e do mundo religioso.
Assim, com a idade de vinte e seis anos, deixou o seminário e deu início à sua jornada no mundo exterior. Mas a tragédia apenas começara: ao saber do ocorrido, sua mãe se suicidou. Mais uma vez, ficou profundamente abalado, e o evento foi agravado pelos boatos que começaram a circular a respeito dos eventos no seminário, denegrindo sua imagem: dizia-se que ele havia sido expulso por se envolver com a jovem, o que era uma mentira estimulada pelos inimigos de Eliphas no clero.
Ele percorreu grande parte da França, trabalhou algum tempo num circo e, em Paris, trabalhou como pintor e jornalista, atividades que o levaram a conhecer um grande número de intelectuais e estudiosos. Por resultado de uma publicação de uns escritos de sua Bíblia da liberdade foi posto preso durante oito meses, incluindo 300 francos de multa, acusado de profanar o santuário da religião, de atentar contras as bases que sustentam a sociedade, de espalhar ódio e a insubordinação.
Mas sua vida ainda iria sofrer mais uma série de reveses, tomando-se um labirinto que o levaria novamente à prisão. Tudo teve início em 1846, quando ele se casou com Marie Noémie Cadiot, com quem ficou durante sete anos. Instigado pela mulher, escreveu panfletos políticos incitando o povo contra o governo e a ordem vigente. Foi condenado a um ano de prisão e ao pagamento de mil francos de multa, acusado de estimular o povo ao ódio e ao desprezo do governo imperial; cumpriu seis meses da pena, graças à interferência de Noémie junto ao governo.
Em 1847, sua esposa deu à luz uma menina, a quem Eliphas adorava. Era uma criança muito doente e, por várias vezes, esteve próxima da morte.
Numa dessas ocasiões, ele usou seu conhecimento dos sacramentos e das artes mágicas e reviveu a menina, numa cerimônia semelhante ao batismo cristão. Mas ela tinha a saúde frágil demais e, para desespero do pai, não resistiu, falecendo em 1854. Essa perda o marcou profundamente e influenciou a forma como seu casamento se desenrolou nos anos seguintes.
Chegou a ser o chefe supremo dos Adeptos e Magos na Europa, em 1856. Líder do Grande Domo da Europa, ao qual pertenceram o dr. Paschal Beverly Randolph, Jules du Potet e o lorde Bulwer-Lytton (este último, autor de importantíssimas obras de ocultismo, como Zanoni e Vril a Raça Futura).
Vida Devota
Eliphas Levi não se dedicou apenas a descobrir e desenvolver suas habilidades mágicas; para o homem sábio, os prodígios e milagres não são o objetivo do caminho verdadeiro, mas uma conseqüência, o efeito colateral das práticas e experiências de contato com o Deus que habita em seu coração. Eliphas procurava a conexão com o saber maior; queria desenvolver seu espírito para que ele rompesse a prisão do dualismo e superasse o universo das ilusões e das aparências.
Seus livros são chaves que servem aos adeptos e iniciados para abrir portas, a partir das quais se pode acessar o conhecimento e sabedoria dos mais diversos planos de existências. Assim, pode-se atingir o ponto critico que permite o vislumbre e a compreensão acerca da verdadeira kabbalah, a qual permite entender os mecanismo da vida e da criação nos mais diversos planos de existência.
Sua vida pode ser encarada como um exemplo muito claro de como se devem portar os mestres da Senda, agindo com humildade, calma e sabedoria, deixando que sua aura permeie o ambiente e transmita a Luz em todas as direções. Assim, o mestre permite que cada um, segundo seu próprio estágio, atinja a compreensão que precisa para ascender aos níveis superiores de entendimento.
Assim foi a vida de Eliphas Levi que, pode-se dizer, foi sua maior obra.
A Escrita e a Iniciação
Quando escrevemos textos sobre os grandes iniciados adotamos uma forma de linguagem que diferencia a letra escrita comum da iniciática. Algumas linhas adotam abreviações e signos característicos, o que torna os textos herméticos e acessíveis apenas aos iniciados. Contudo, quando o texto é escrito para o grande público, pode-se utilizar expressões correntes, apenas adotando um diferencial – como escrever com a primeira letra maiúscula – para separar o mundano daquele que está ligado ao Caminho da Retidão, ou Caminho Real.
Por exemplo, quando se escreve Adepto, estamos nos referindo àquele que foi iniciado na Antiga Ordem, e não àquele que é adepto de alguma linha ou arte comum e ligada à vida mundana. O mesmo se repete com outros termos presentes nesses textos, como Iniciado, Neófito, Caminho, Senda, entre outros.
| O VM Samael Aun Weor conhecia muito profundamente as obras deste grande mestre da Magia. |
Uma das experiências pessoais de Samael com Levi está relatada logo abaixo, mostrando a todo o mundo esotérico que tanto Samael quanto Eliphas Levi são grandes mestres cabalísticos e da magia:
Tratando-se de projeções do Eidolon e viagens suprassensíveis fora do corpo físico, temos muito a dizer.
Nos instantes em que escrevo estes trechos vêm à minha memória acontecimentos extraordinários, maravilhosos.
Repassando velhas crônicas de minha longa existência, com o ânimo de clérigo e de cela, surge Eliphas Levi.
Uma noite qualquer, fora da forma densa, andei por aí invocando a Alma daquele falecido que em vida se chamara: abade Alphonse Louis Constant (Eliphas Levi).
É óbvio que o encontrei sentado ante um velho escritório, no salão augusto de um antigo palácio.
Com muita cortesia se levantou de sua cadeira para atender respeitosamente às minhas saudações.
– Venho pedir-vos um grande serviço – disse. Quero que me deis uma chave para sair instantaneamente em corpo astral cada vez que o necessitar.
– Com muito prazer – respondeu o abade –, porém, antes quero que me você me traga amanhã mesmo a seguinte lição: O que é o mais monstruoso que existe sobre a terra?
– Dai-me a chave agora mesmo, por favor…
– Não! Traga-me a lição e com muito prazer lhe darei a chave.
O problema que o abade havia delineado resultou convertido em um verdadeiro quebra-cabeças, pois são tantas as coisas monstruosas que existem no mundo, que francamente eu já não achava solução.
Andei por todas as ruas da cidade observando, tratando de descobrir o mais monstruoso e quando cria havê-lo achado, então surgia algo pior. De pronto, um raio de luz iluminou meu entendimento.
Ah, dei-me conta, já entendo. O mais monstruoso tem que ser de acordo com a Lei das Analogias dos Contrários, o antípoda do mais glorioso…
Bom, porém, o que é o mais glorioso que existe sobre a dolorosa face deste afligido?
Veio, então, a meu translúcido a montanha das caveiras, o Gólgota das amarguras e o Grande Kabir Jesus, agonizante em uma cruz por Amor a toda a humanidade doente…
Então, exclamei: “O Amor é o mais grandioso que existe sobre a terra! Eureka! Eureka! Eureka! Agora descobri o segredo: o Ódio é a antítese do mais grandioso”.
Resultava evidente a solução do complexo problema. Agora, é indubitável que eu devia me pôr novamente em contato com Eliphas Levi.
Projetar outra vez o Eidolon foi para mim questão de rotina, pois é claro que nasci com essa preciosa faculdade.
Se eu buscava uma chave especial, fazia-o não tanto por minha insignificante pessoa que nada vale, senão por muitas outras pessoas que anelam o desdobramento consciente e positivo.
Viajando com o Eidolon ou Duplo Mágico, muito longe do corpo físico, andei por diversos países europeus buscando o abade. Mas, este, por nenhuma parte aparecia.
De pronto, em forma muito inusitada, senti um chamado telepático e penetrei em uma luxuosa mansão. Ali estava o abade, mas…
Ó, surpresa! Maravilha! O que é isto? Eliphas convertido em criança e metido em seu berço? Um caso verdadeiramente insólito, não é verdade?
Com muita veneração, muito quietamente me acerquei ao bebê dizendo:
Mestre, trago a lição. O mais monstruoso que existe sobre a terra é o Ódio. Agora, quero que cumprais o que me prometestes. Dai-me a chave…
Porém, ante meu assombro, aquele menino calava enquanto eu me desesperava sem compreender que “o Silêncio é a eloqüência da Sabedoria”.
De vez em quando eu o tomava nos braços desesperado, suplicando-lhe, mas tudo em vão. Aquela criatura parecia a esfinge do silêncio.
Quanto tempo durou isto? Não o sei! Na Eternidade não existe o tempo e o passado e o futuro se irmanam dentro de um eterno agora.
Por fim, sentindo-me defraudado, deixei o pimpolho no seu berço e saí muito triste daquela casa vetusta e ensolarada.
Passaram-se os dias, os meses e os anos e eu continuava sentindo-me defraudado, sentia como se o abade não tivesse cumprido sua palavra empenhada com tanta solenidade. Mas um dia qualquer veio a mim a luz.
Recordei então aquela frase do Kabir Jesus: “Deixai que venham as crianças a mim, porque delas é o Reino dos Céus”.
Ah, já entendo, eu disse a mim mesmo. É urgente e indispensável reconquistar a infância perdida na mente e no coração. “Até que não sejais como crianças, não podereis entrar no Reino dos Céus”.
Esse retorno, esse regresso ao ponto de partida original, não é possível sem antes haver morrido em si mesmo: a Essência, a Consciência, está desafortunadamente engarrafada em todos esses agregados psíquicos que em seu conjunto tenebroso tenebroso constituem o Ego.
Só aniquilando tais agregados esquerdos e sombrios a Essência pode despertar em estado de inocência primigênia.
Quando todos os elementos subconscientes hajam sido aniquilados a poeira cósmica, a Essência é liberada. Então, reconquistamos a perdida infância.
Novalis disse: “A Consciência é a própria Essência do homem em completa transformação, o Ser Primitivo Celeste”.
Resulta palmário e manifesto que quando a Consciência desperta, o problema do desdobramento voluntário deixa de existir.
Depois de ter compreendido a fundo todos esses processos da humana psiquê, o abade nos mundos superiores me fez entrega da parte segunda da Chave Régia.
Certamente, esta foi uma série de mântricos sons com os quais se pode realizar em forma consciente e positiva a projeção do Eidolon.
Para o bem de nossos estudantes gnósticos, convém estabelecer de forma didática a sucessão inteligente destes mágicos sons:
a. Um assobio longo e delicado semelhante ao de uma ave.
b. Entonação da vogal “E” (EEEEEEEEE) alongando o som com a nota RE.
c. Cantar a “R” fazendo-a ressoar com a SI musical, imitando a voz da criança, em forma aguda, algo semelhante ao som agudo de um motorzinho demasiado fino e sutil (RRRRRRRRR).
d. Fazer ressoar a “S” em forma muito delicada como um silvo doce e aprazível (SSSSSSSSS).
ACLARAÇÃO: O ponto “a” é um assobio real e efetivo. O ponto “d” é somente semelhante a um assobio…
ASANA: Deite-se o estudante gnóstico na posição do homem morto: decúbito dorsal (boca para cima).
Abram-se as pontas dos pés na forma de leque tocando-se pelos calcanhares.
Os braços ao longo do corpo, todo o veículo físico bem relaxado.
Adormecido o devoto em profunda meditação, cantará muitas vezes os mágicos sons.
ELEMENTAIS: Estes mantras encontram-se intimamente relacionados com o Departamento Elemental das Aves e é ostensível que estas últimas assistirão ao devoto com a condição de conduta reta.
Conheça sobre: O PENTAGRAMA ESOTÉRICO DE ELIPHAS LEVI




















