Lilith – A primeira Vampira
LILITH
A ORIGEM DO VAMPIRISMO NA MITOLOGIA JUDAICApor Marcos T. R. Almeida
“Lilith, rainha dos súcubos, coorte, alfim, ilha de Tule, flor de espuma! Em tua taça bebo o ouro da morte e entro nos passos reais do silêncio da bruma…” – Dário Velloso
A mulher sempre foi um enigma para o homem, mas é exatamente este mistério que o atrai, que desperta nele uma vontade de investigar de perto o desconhecido…
O “eterno feminino” é um tema sempre atual, apesar dele surgir como fonte de inspiração desde os tempos primevos da pré-história onde um anônimo ancestral da raça humana esculpiu em uma pedra as formas opulentas de um corpo feminino, uma espécie de “Vênus” que foi encontrada em Laussel (Dordonha) com 43 cm aproximadamente, e que remonta à era paleolítica da humanidade.
Este escultor realçou as formas dando bastante volume às ancas e seios, mas a imagem parece meio disforme, talvez por se tratar de uma mulher adulta, conhecendo a mesma os processos de transformação no corpo devido à maternidade. Nota-se que a “mulher” é um tema arcaico e atual!
O mistério da alma feminina encontrou nas mitologias das primeiras civilizações da Terra o tema ideal para que através do mito fosse possível tentar compreender o enigma.
Cerca de mais de 2500 anos antes de Cristo, já se ouvia falar em “Lil”, uma espécie de espírito errante, que já vinha sobrevoando como um vento maligno, as crenças das civilizações Suméria, Assíria, Persa, Árabe, Teutônica, Babilônia, Cananéia, e por fim a Hebraica.
A Mesopotâmia foi o berço das primeiras civilizações e foi no seio desses povos antigos que surgiu “Lilith”, o primeiro vampiro feminino, que obteve como maior missão ser a primeira esposa de Adão antes de Eva!
Foram os judeus quem melhor adaptaram o mito, incorporando-o em sua própria cultura. Mas as origens deste demônio remontam a era do caos.
Antes porém desta interpretação, Lilith poderia equivaler à “Astarte”, ishtar alada com pés de coruja em formas de garras afiadas sobre animais mamíferos, com os braços abertos exibindo os seios e o ventre completamente nu, enormes asas e um enfeitado diadema de ouro sobre a cabeça, que davam a esta deusa o poder absoluto afirmando sua volúpia de luxúria e prazer sobre os homens, como se fosse o instinto sexual um poder sobrenatural!
Lilith é uma força oculta, pertencente às trevas da noite. É um demônio voador, uma vampira que bebe sangue fresco e jovem, uma bruxa, uma renegada, uma maldita, uma prostituta, uma promíscua, uma serpente, uma coruja, a própria lua, a escuridão do inconsciente… Lilith é o monstro da noite que estrangula criancinhas e fornica com os jovens que dormem sozinhos, provocando nestes, ereções noturnas, desencadeadas de sonhos orgíacos. Lilith foi temida pelos judeus e excluída da bíblia…
Satã ou Satanás foi o criador de Lilith, este ser rebelde, que significa “o contestador” ou “o anjo mais sábio”, foi o responsável por sua aparição no paraíso recém formado. Segundo o poeta John Milton, autor do livro “O paraíso perdido”, Satã fora expulso dos céus num momento de grande levante onde combateram todos os anjos numa guerra descomunal para tomar o trono de Jeová, o “todo poderoso”.
“Deus, co’a mão cheia de fulmíneos dardos, o arrojou de cabeça ao fundo do abismo. Lá vem descendo em tortuosos giros, até que o cume do ninfate pousa. Então Satã, que pela primeira vez soube o que é dor, torceu-se, recurvou-se. Tal bramido então ruge e tal estrondo, como jamais se ouviu dos céus no espaço…”
A mulher sempre foi um enigma para o homem, mas é exatamente este mistério que o atrai, que desperta nele uma vontade de investigar de perto o desconhecido…Nestes fragmentos significativos, Milton descreve como um profeta visionário, o episódio da expulsão de Satã dos céus! Satã rancoroso para vingar-se de Deus, resolve ferir o Homem, a criação da imagem e semelhança do todo poderoso. Num momento de inspiração, ele sopra a vida em uma escultura feminil lapidada por ele mesmo. Assim Lilith, a obra prima de Satã, passa a fornicar com Adão sem que Deus saiba de toda a trama diabólica…
Adão, que segundo a bíblia foi o primeiro Homem, encontrou em Lilith a forma ideal para descarregar todo seu impulso sexual, e Lilith tornou-se a companheira e esposa fiel de Adão satisfazendo-lhe todas as suas fantasias…
Meses e anos se arrastaram e o tempo passou, mas um dia Deus descobriu a trama de Satã e imediatamente criou a Mulher!
Lilith, que era um ser independente e arrogante, já vivia em desavença com o Homem e num momento de discussão e desentendimento, Lilith abandonou Adão e voou até as margens do mar vermelho. Adão angustiado, caiu em profundo sono e foi neste momento que Deus tirou de suas costelas a matéria prima para fazer Eva, a verdadeira companheira de Adão…
Novamente o Homem ganhou para si uma esposa, esta feita por Deus. Dessa forma Adão esqueceu Lilith, sua primeira mulher, para sempre, e agora Eva era o seu conforto, ela era mais dócil, meiga, submissa, espirituosa, mulher ideal em todos os aspectos. Eles viviam felizes no paraíso até o dia em que Lilith voltou do seu exílio às margens do mar vermelho onde havia co-habitado com dezenas de demônios pertencentes ao exército de Satã…
Eva, que passeava descontraída à beira de um lago, avistou Lilith, mulher alta, morena de olhos verdes e cabelos pretos e longos, com um belo corpo, seios e ancas volumosas, que despertaram em Eva uma curiosidade. Quem era aquela mulher felina, selvagem, que perambulava pela floresta como se fosse a rainha de todos os animais? Lilith também avistou Eva e ficou surpresa com sua beleza tão delicada… Lilith, demônio súcubo de corpo sensual conversando com Eva, mulher ingênua e submissa, conseguiu convencê-la de provar o fruto do pecado, aquele no qual Deus havia proibido. Era chamado de “o fruto da árvore da ciência”. Eva, num momento de fraqueza e curiosidade, enganada por Lilith, provou o fruto e convenceu Adão também a prová-lo. Então ambos, homem e mulher, caíram em maldição pois o preço do pecado é a morte!
Escureceu os céus, a terra tremeu, soprou sinistro Haraverus, e o todo poderoso amaldiçoou Lilith por Ter sido a culpada do engano do gênero humano. Lilith seria daquele dia em diante, uma vampira condenada a beber sangue e reinar somente à noite, quando a lua brilhasse no firmamento.
Nascia a primeira vampira no seio do folclore judaíco, e deste dia em diante a humanidade futura que iria nascer de Adão e Eva estavam condenados a sofrer os ataques de Lilith…
O primeiro filho de Adão e Eva, Caim, foi por muito tempo amante de Lilith, mas a sua malignidade influenciou tanto o jovem Caim que este foi induzido a matar seu próprio irmão Abel. Depois, Caim comete incesto com sua mãe Eva e tenta também matar seu pai, Adão.
Percebe-se claramente que a humanidade se origina debaixo da maldição e do erro, da discórdia, do crime e do incesto…
O livro de “Gênesis”, da bíblia comum, em nenhum momento cita Lilith, ao passo que não é Lilith quem tenta Eva, mas Satã em forma de serpente. Aqui a metamorfose do espírito de Lilith em serpente é fato decisivo para que o pecado manche a vida!
Os primeiros hebreus, os rabinos mais radicais e letrados, estes ao descreverem o livro da criação do mundo, excluíram o nome de Lilith por questões de fé, temor, moral e preconceitos, afinal nas sociedades primitivas hebréias, era o patriarca o chefe absoluto da família e da tribo. E o poder da mulher sobre o homem era ignorado e mantido como coisa secundária.
Mas Lilith é muito mais que uma renegada e amaldiçoada vampira, ela tornou-se um símbolo de toda mulher independente ao passo que Eva é o símbolo da mulher subjugada pelo homem!
A lenda e o horror passou a povoar a mente de todos os homens e as primeiras aldeias e acampamentos eram alvos frequentes de Lilith. Ela surgia sempre à meia noite, batendo suas asas de coruja ou morcego, e seus caninos afiados buscavam um pescoço onde a veia jugular estivesse com mais facilidade em evidência.
A morte de crianças e os abortos eram obras malignas de Lilith, que deleitava-se com sangue de recém-nascidos!
Jovens, homens ou mulheres que dormissem sozinhos, estavam condenados a tormentos e pesadelos sexuais onde através de masturbação chegavam ao orgasmo. O líquido expelido era também alimento para Lilith.
Como citei em um outro artigo, “Sexo e sangue são os dois ingredientes básicos do culto do vampirismo”. Aqui, estes dois elementos são constantes de modo a tornarem-se uma espécie de vício no seio da primeira mocidade.
Lilith prefere os jovens, mas não desdenha os velhos, porém na juventude a doçura dos prazeres é mais ardente. Por isso o poder de Lilith é mais forte neste período da vida humana.
A mãe comum de todos os vampiros, fruto do talento minucioso de Satã, a senhora das bestas e répteis peçonhentos, tornou-se o maior perigo para os hebreus que oravam à Deus e à três anjos para que protegessem toda a família da visita noturna da vampira sugadora de sangue e assassina de crianças.
Sanvi, Sansanvi e Semangelaf eram os três anjos, que segundo a lenda assassinaram todos os filhos que Lilith gerou com Adão. Os anjos eram invocados para proteger os filhos de Eva, isto é, a humanidade, da qual Lilith tinha agora rancor e vingança de assassinar como uma espécie de revanche, pelo mal que ela sofreu no passado.
Existe uma complexidade enorme quanto à verdadeira origem deste vampiro chamado Lilith, afinal ela é fruto de outras culturas ainda mais primitivas que a dos hebreus. Seu nome foi mudando de tempos em tempos e o aspecto lúgubre foi se reafirmando na medida em que a evolução urbana povoou toda a região da antiga Mesopotâmia.
Lilith é uma espécie de súccubus perversa e sedutora…
Esta denominação é para um demônio malígno que se transforma em mulher, em espécie feminil para seduzir o homem. Acreditava-se muito que os demônios da legião de Satã metamorfoseavam-se em diabas sensuais equivalentes a uma Lilith voluptuosa. Mas Lilith foi um caso à parte, num primeiro momento, cerca de mais de cento e trinta anos, ela coabitou com Adão, depois afastou-se, mais tarde foi amaldiçoada por Jeová a perambular errante por toda a eternidade.
A lenda da vampira estendeu-se pelos tempos, e segundo as vítimas que sobreviveram aos seus ataques, Lilith surge do meio das trevas, sempre em noites de lua cheia, suas vítimas geralmente estão em sono profundo e de repente sente-se um peso asfixiante e a sensação de um corpo invisível em contato com o seu. Sente-se carícias ardentes abaixo do ventre e uma picada no pescoço por onde o sangue é chupado. Lilith provoca um orgasmo na vítima para ludibriá-la com o prazer enquanto rouba-lhe o líquido rubro da vida.
Este súccubus de boca irrisória e lábios de mel, foi temido e desejado por muitos indivíduos em suas terríveis noites de solidão e insônia… Bem-vinda Lilith, ao meu leito!
Em outubro de 1999, eu tive a oportunidade de viajar para Minas Gerais para a cidadezinha de Mariana, lugar exótico onde viveu o poeta Alphonsus de Guimaraes.
Foi aí que eu conheci melhor toda a obra do poeta, visitei sua antiga habitação onde hoje é um museu, peregrinei até o seu túmulo no cemitério local, e folheando sua obra, deparei-me com um poema que chamou-me a atenção, pois o título do escrito é “Súccubus”. O poeta descreve o demônio que o atormenta como uma espécie de Lilith! Observem o poema que eu transcrevo como algo inédito a todos os leitores e pesquisadores do sobrenatural e do fantástico, do lúgubre e do desconhecido. O poema foi resgatado de uma Segunda edição publicada no ano de 1955.
“Súccubus” – por Alphonsus de Guimarães
“As vezes, alta noite, ergo em meio à cama o meu vulto de espectro, a alma em sangue, os cabelos hirtos, o torvo olhar como raso de lama, sob o tropel de um batalhão de pesadelos. Pelo meu corpo todo uma fúria de chama enrosca-se, prendendo-o em satânicos elos: vai-te demônio encantador, demônio ou dama loira fidalga infiel dos infernais castelos! Como um danado em raiva horrenda, clamo e rujo, hausto por hausto aspiro um ar de enxofre: tento erguer a voz, e como um réptil escabujo. Quem quer que sejas, vai-te, ó tu que assim me assombras! Acordo: o céu, lá fora, abre o olhar sonolento cheio da compunção dos luares e das sombras. O poeta parece descrever um horrendo pesadelo que atormenta-o a noite toda, um súccubus, demônio de espécie feminil que roubou-lhe o sagrado e tranquilo sono!”
Já um outro poeta conhecido por Dário Veloso, fez uma obra com uma alusão direta à Lilith, onde o título é “Lilith”! Observem:
“Lilith” (fragmento)
“Vênus Urânia, Sol, num poente agoníaco. Ilusão dos sentidos, flor de espuma. Lótus de volúpia, os olhos do zodíaco. Astro do sonho a mergulhar na bruma. Bruxa cruel, de olhos do infortúnio! Toda de neve, a cordilheira linha de finos rutílos punhais, cordilheira da morte, val da morte, para imortais…”
O mito de Lilith ressurgiu não somente na literatura, mas nas histórias em quadrinhos também!
A editora RGE publicou em novembro de 1976 o terceiro número de uma das melhores revistas de terror de todos os tempos, “Kripta”! Lembram-se da frase: “Com Kripta qualquer dia é sexta-feira e qualquer hora é meia-noite!”? Muito bem, foi nesta edição que publicou-se a história de Lilith em quadrinhos, o roteiro foi escrito por Nicola Cuti e as ilustrações ficaram a cargo de Jaime Brocal. Diria que foi uma das melhores edições da revista, simplesmente formidável! Mas a Lilith das lendas hebraicas é muito mais assustadora do que podemos imaginar, sua energia negativa oriunda da maldição de Deus pesa como um fardo do inferno. Ela carrega sozinha a sina errante de Ter sido ela a responsável pela mancha do pecado no seio da humanidade e de sua morte e aniquilação. Na bíblia, no livro de Eclesiastes, que é tão pessimista quanto algumas obras de Schopenhauer e Cíoran, existe uma advertência sobre o episódio: “Por causa da mulher, morrerás!”.
Duras palavras que não entoam bem nos ouvidos desavisados! Parece que a mulher carrega sozinha o peso do seu castigo sendo que o homem também foi cúmplice! Mas se Lilith assombrou os tempos antigos das civilizações da Mesopotâmia, na Idade Média multiplicou-se o terror envolto no mito. Comunidades judaícas espalhadas por toda a Europa afirmando-se nos seios dos outros povos como bons comerciantes, mantinham suas crenças e tradições intocáveis, principalmente a religião, e no livro Zohar, dos judeus cabalísticos, que era uma espécie de obra reflexiva sobre o velho testamento, surge a citação clara e evidente que Lilith era a primeira esposa de Adão antes de Eva, e que tornou-se um ser malígno, uma vampira… Aqui, o mal personificou-se quase que em um símbolo místico relacionado com o lúgubre do imaginário humano de todos os tempos!
Segundo Carl G. Jung, “uma palavra ou uma imagem é simbólica quando implica alguma coisa além de seu significado manifesto e imediato. Esta palavra ou esta imagem tem um aspecto inconsciente, mas amplo, que nunca é precisamente definido ou de todo explicado”. Lilith se encaixa perfeitamente nesta visão jungeana de complexa simbologia mística onde o inconsciente é manifestado em todas as suas expressões.
Lilith é a noite, é a rainha da noite, é a lua, representa a lua, a oposição do sol. Lilith foge da luz, como uma vampira, precisa reinar nas trevas como algo desconhecido e que causa medo nas criaturas.
Lilith é a mulher livre, independente, soberba em curvas sensuais e provocantes, é a dançarina do ventre, logo seduz o homem por dominar a fraqueza deste com seu poder maléfico de sedução. Lilith é o vaso, o homem é a semente!
Ela aparece em uma outra obra judaíca, o “Talmude”, e novamente é reforçado o caráter notívago deste demônio alado, deste súccubus a enfeitiçar os homens para uma cúpula noturna bastante calorosa.
A vitória de Satã é exatamente a sua obra prima, este ser indestrutível, que seduziu o próprio “todo poderoso”, pois há relatos que Lilith tenha sido amante do próprio Jeová! E dentro de toda esta mitologia, com absoluta certeza reina “o eterno feminino” que até deuses seduzem.
É o caso também da Vênus Afrodite greco-romana, onde todo o olimpo curvou-se em completo arrebatamento ao pousar os olhos na mais bela das belas, a “Vênus Citaréia”, que encantou todos os deuses, provocando intrigas, ciúmes e paixões cegas e desenfreadas, devido seu alto poder de sedução e beleza.
A presença simbólica e inconsciente do demônio Lilith pode ser identificada na obra de Sheridan Le Fanu, nascido em 1814 em Dublin, Irlanda, e falecido em 1873. “Carmilla” justifica essa afirmação.
Esta obra completamente voltada para o vampirismo descreve um ser malígno feminil que se alimenta de sangue, mas não é só a presença de uma vampira que caracteriza a obra, e sim o forte potencial erótico lésbico que completa os quadrantes mais significativos do livro.
Carmilla é uma espécie de Lilith moderna dentro da literatura gótica, onde a luxúria inebriante multiplica o potencial de sedução. Afinal, o lesbianismo simbólico ou real é para o inconsciente do homem, a mais alta expressão do prazer! Isto é fato e a psicanálise pode explicar, afinal a incessante busca de prazer nos seres humanos atinge o seu ponto máximo e somente a espécie humana tem esta capacidade de multiplicar o prazer e a fantasia como um meio de arrebatamento da realidade que se manifesta de forma tão estressante.
Parece que “Eva” e “Lilith” são uma só mulher, mas ao mesmo tempo são duas, dois prazeres diferentes e dois mistérios opostos de uma mesma essência que é contrária às forças da masculinidade do homem.
Dois perfumes de aromas orientais, duas musas representando um desafio à virilidade e apetite do homem, que hora subjulga ambas para em seguida ser cativo desta força sobrenatural impressionante, onde a energia masculina é sugada e consumida num ritual primitivo que é uma relação sexual!
Nos oráculos, encantamentos, e feitiços para o amor decritos nas obras de ocultismo da idade média, o nome de Lilith está presente. Observem esta evocação de feitiçaria:
“Faça-se a luz para o grande bode com suas ajudantes Sadrak, Abimelec e Cafmoot. Faça-se a luz para Astaroth com suas ajudantes Nebirus, Kobol e Dísjin. Faça-se a luz para Belzebuth, com suas ajudantes Baalarith, Sacheva e Lilith.”
Este fragmento extraído do breviário de Nostradamos, é bastante significativo onde Lilith aparece em companhia de uma legião infernal de espíritos malígnos para realizar um fluído de ligação amorosa. Este tipo de prática era coisa abominável para o cristianismo, a igreja que detinha o poder absoluto na idade média, torturava e mandava à fogueira todo indivíduo suspeito de ser mago, bruxo ou feiticeiro, e usasse de tais práticas. E foi neste período onde a inquisição reinou com toda a sua abominável bestialidade irracional oriunda do dogma cristão, que o maior número de mulheres foram para a fogueira!
A bruxa (mulher sábia e independente), uma espécie de manifestação de Lilith, foi durante muito tempo o alvo dos hipócritas supersticiosos da idade média e uma quantidade significativa de gente acabou numa pira humana. Que horror!
Este dito “dia do perdão”, recentemente noticiado no dia 13 de março de 2000 a todo o mundo, o papa (“porco do diabo”, na expressão de Nietzsche), pediu desculpas pelos erros do passado, lançando um documento oficial onde reconhecia os gravíssimos erros cometidos pela igreja. Quanta hipocrisia novamente!
Não há perdão para tais crimes! E a igreja é a maior culpada por todo o atraso cultural e científico do ocidente. Os orientais neste ponto foram fortes, o suficiente para não se deixarem dominar pela doutrina do cristianismo que pouco significado tem para eles…
Mas, voltando à Lilith e ao vampirismo, que é o assunto central de nosso estudo e reflexão, mergulhemos no vácuo da solidão de uma noite fria de inverno, e em poucos minutos a nossa imaginação enxergará o sepulcro de Lilith entalhado em mármore desgastado pelo tempo, como alguns dos antigos túmulos do cemitério da Consolação, na cidade de São Paulo.
Ao soar meia noite em ponto, onde provavelmente todas as criaturas da noite estejam despertas entre morcegos, corujas, pássaros agoureiros, répteis, insetos venenosos e peçonhentos, seres pertencentes à escuridão, veremos a filha de Satã levantar de seu túmulo, com suas roupas e véus esvoaçantes ao vento, seus cabelos negros exalando perfumes de flores, principalmente a “dama da noite”, aquela essência doce que enche a noite de magia e mistério, sentimento que temos ante o aroma desta planta em alguma rua deserta…
Como um louco que vê a morte e não teme o seu poder de aniquilamento, Lilith caminha à nossa direção, voa como uma coruja até nossa morada, invade nossa vida privada, seduz nossa alma pagã de solitário!
Suga o nosso sangue mas nos dá prazer, e o prazer segundo Oscar Wilde, é “a única coisa na vida que vale a pena!”.
Deixemo-nos seduzir por esta força oculta, mas um lembrete que pode entoar como advertência:
“Cuidado homens inocentes, com Lilith. Ela é um símbolo, uma força inconsciente oculta dentro da mulher, onde o seu poder pode ser de prazer ou dor, amor ou ódio.”
O homem a cada dia perde um pouco do seu espaço e papel dentro da sociedade, porque a força de Lilith multiplicou o seu potencial. Cabe agora haver um equilíbrio para que homem e mulher convivam sem maiores atritos!
Como Adão, o primeiro homem, o homem moderno ainda está mergulhado e embaraçado num conflito com sua companheira talvez porque não compreenda que Lilith e Eva são duas, mas ao mesmo tempo são uma só…
Não posso esquecer de citar a genial Barbara Black Koltuv, com sua obra “O livro de Lilith”, do qual estudei para elaboração desse artigo. Lembrando que o interessante para nós é o histórico do vampirismo e o horror que possui, o fascínio do fantástico, o resto cada um interpretará a seu modo…
Fonte: http://www.bocadoinferno.com





















ADorei entendi melhor o que procurava bjs
boom. eu adorei ler isso
mas sera qe existe?
cada dia qe passa eu acrediito maiis na existençia do vampirismo !
pois, os fatos sao tao reaiis tao cheiios de verdade qe nos levam a acrediitar na existençia desses seres maleficos e beneficos ao mesmo tempo
Muito interresante, por isso que na biblia em gênesis fica algo sem sentido, mais isso me esclareceu muita coisa…
que interesante gostei de mais pra caramba bm queria poder ser uma vampira mas sou humana fragile maortal
parabens, vc é muito culto
um dia me casei como uma Eva, mas ela não era nada ingênua
muito menos submissa… Será que lilith e eva não seriam
a mesma lenda … ?
O eterno feninimo é nossa natureza emocional que ora volta-se para crescimento espiritual como também pode voltar-se para o materialismo sempre opressivo e infernal
pq kda vez q c fala em mulher acima do homem associa-c ao mal???
não sou feminista nem algo do tipo, mas acho meio estranho,pq quando a mulher tem o controle, digamos, da vida sexual e do prazer em si tem q estar diretamente associado a maldade?
parabéns pelo artigo…
sou muito ligada ao vampirismo…
qm sabe não sou uma…hehe…
Certamente… Existem tantas coisas que associam a mulher ao mal… vide as bruxas… que é um exemplo muito comum.
Porém… sou contra… não sou machista! acho que as mulheres tem os mesmos direitos e deveres que os homens. É que o homem gosta de se achar superior a tudo, todos… até mesmo aos da própria raça e se esquecem que são dependentes das mulheres.
oie!!!
obrigada, isso me ajudou a me entender;
mas eu gostaria de dizer se voce acha que é mentira
tudo bem mas eu posso dizer que é verdade.
apenas digo isso.
Todo mito tem seu fundo de verdade, todo mito é real em algum ponto.
Esse especial sobre Lilith somente vem mostrar que tem fundamentos na religião que acreditam na existencia dela e de como o homem se coloca como superior às mulheres, o que eu acho ridículo.
eu amei saber sobre lilith
Realmente eu Amei saber mais sobre lilith…
Caramba!!! Há muito tempo eu pesquiso coisas sobre ela,mas tinha lido nada assim!!
Seu trabalho ficou perfeito!!!
Muito obrigado por postar estes fragmentos sobre Lilith,eu adorei d+ tudo , Sou uma mega fã de Lilith, ela tem um ar de rebeldia.Alem de ela estar ”misturada”com os vampiros que é outra coisa que eu amo…consigui provar nao apenas pela biblia, mais tambem pelo site e historias que nao foi só a mulher que pecou , o homem foi um dos mais pecadores, nós nao somos submissas nós somos grandes , sedutoras e quando preciso perversa.O homem desde hoje (alguens) axam que é culpa só das mulheres termos sidos espulsos do paraiso , mais se nao fosse seus desejos perverssos por fantasias talvez hoje estariamos no paraiso sem sentirmos um toque de dor.A mulher carrega com sigo o fruto de um amor , que por muitos tempos fora uma maldiçao a mulheres solteiras se nao fosse os desejos dos homens talvez nao fossemos julgadas submissas e nem bruxas!Nós morremos muitas vezes injustissadas como bruxas perverssas, enquanto os homens nao sentem nem uma dor se quer , só prazer , a mulher que fica carregando filhos por 9 meses , sente a dor no parto e ainda tem que aturar bebes choroes porque muitas vezes eles nos abandonam
falooow mesmo #
amo de+ isso e porisso vissi to to da semana aqui e meus parabens para quem escreve essa coisas que paresem tam real
Parabéns eu realmente achei seu texto muito relevante , estou fazendo pesquisas sobre a existencia de vampiros e isso me ajudou muito , e tambem me deu um pouco mais de fé na existencia desses seres ja que sou cristã! Gostaria muito de saber seu ponto de vista sobre os vampiros se for possível!
chou este saite !!! drica !!!! sou ligada en vampiros posten algo sobre!!!
otimo adoro o saite de vcs eu adoro coisas assim uma pergumta vcs acreditam em vampiros?
Sou formada em Artes Plásticas (UFRGS, 2000). Verdade ou não, Lilith é um assunto apaixonante “se voce não pirar na batatinha” DEMAIS, pois o assunto em si já é muito envolvente, misterioso e “meio macabro”. Usei-a como tema de meu trabalho de conclusão. Utilizei duas “figuras” para traçar uma linha no tempo, que questiona a trajetória evolutiva da mulher na sociedade e sua real importância como elemento de impulsão na mudança de hábitos e costumes na sociedade através dos tempos. São elas: a Vênus de Willendorf e Lilith. Figuras completamente antagônicas que povoam o imaginario humano e que preferi usá-la pelo enfoque do bem necessário que é, se ter uma Lilith dentro de si e o preço que se paga por isso, resumindo em poucas palavras. Isso tudo foi representado por releituras da Vênus de Willendorf em diversos tamanhos desde o original (+ ou – 11cm) até uma peça com 60cm de altura – desconheço outra igual sobre a face da terra, releitura milimetrada desta vênus e peças de criação minha, representativas de Lilith na versão contemporânea. Trabalho este que resultou num acervo em torno de 600 peças no total para poder montar a Instalação. Depois de 10 anos com elas guardadas estou começando a pensar em colocá-las a venda pois artista “de gaveta”, não é artista…
Adoraria se vc me mandasse mais informações sobre esse assunto!
Sou amarradona e seria muikto show se vc fizesse um esforço para me mandar o mais rápido possivel outras informações!
Amei o site!!!!!!!!!!!!
eu fiz o rutual da liliti pra me trasforma em um vampiro mais andeia pesquisando outros tipos de rituais e alguns fala que mesmo que vc faça o ritual para se torna em um vampiro ele não vai te trasforma mais sim vai fazer o milhagre da carne eu queria sabe o que e esse milhagre da care meu msn é juniorxvc@hotmail.com orkut é juniorxvw@dragon.com
Então quer esse texto quer dizer qq a mulher é basicamente o lado mal da humanidade ?
Que a mulher ter conquistado tanto espaço e ter se igualado ao homem é uma coisa ruim ?
Eu ja nn asho isso nn, todos temos direitos.
E nn acredito que ela fosse uma vampira tbm , asho que os vampiros sao legais demais para serem esse tipo de demonio tao ruim.
Não sei oque pensar direito sobre isso e mt menos sobre a exist^ncia dos vampiros, cada dum diz uma coisa , mais eu gostaria mt que eles exitssem mesmo , sou louca por eles (:
k judeu tinha o poder de excluir da biblia.. a lilith, so pk at emia???
que legal,queria conhecer um vampiro ou ser um mas ainda naum tive essa sorte!!!